sexta-feira, 21 de abril de 2017

Caráter

Nicanor de Freitas Filho

            Assim que terminou o jogo São Paulo 0 X 2 Corinthians, no último dia 15, que não assisti ao vivo, pois não tenho PPV, fui para Internet e vi os principais momentos. Quando assisti a cena do Cartão Amarelo para o Jô e em seguida a postura do Rodrigo Caio, informando que foi ele quem pisou na perna do goleiro Renan e não o Jô, fiquei abismado, pois há poucas semanas atrás, num jogo contra o Palmeiras, todos os jogadores do Palmeiras viram que quem deu o puxão no Keno, não foi o Gabriel, mas sim o Maycon, mas nenhum jogador do Palmeiras “ajudou” o árbitro. E, embora os auxiliares o avisassem do “equívoco”, ele, mesmo assim, expulsou o jogador do Corinthians. E ainda o Dudu, do Palmeiras, quase agrediu o Gabriel, por estar “retardando o jogo”, segundo explicou depois.
            Bem, isto agora pouco importa. Foi só para mostrar qual é o padrão brasileiro do caráter no esporte. É a Lei do Gerson! Ou como disse o Maicon (SPFC)  em entrevista após o jogo: “...prefiro que a mãe dele chore e que a minha fique alegre. Não falaria nada...” Ou a própria entrevista do Rogério Ceni, que disse que ele fez o que achou melhor, deixando claro que não gostou da atitude de seu jogador!
            Rodrigo Caio, você é um homem de caráter! Isto hoje no Brasil, e, principalmente no futebol, é muito difícil de encontrar. Quero, não só parabenizá-lo, pela sua atitude honesta, ética, que mostra todo seu caráter, como lhe dizer que você deu uma aula de moral e ética, uma aula de fair play, a todos os que assistiram o jogo. E foram muitos... Tanto que logo à saída o próprio Jô, confessou que, a partir daquele momento, vai mudar muito suas atitudes e sua maneira de agir, dentro de campo, pois sentiu a “mais-valia” de uma postura como o sua. Parabéns por sua atitude! Parabéns pelo seu gesto! Parabéns pela sua educação! Parabéns por sua postura! Parabéns pela sua “aula”! São atitudes assim que vão mudar o caráter e a forma de agir de outros jogadores, treinadores e dirigentes esportivos, e, quiçá, um dia, também dos políticos!
            Levou-se muito tempo para se instituir o fair play de colocar a bola para fora quando um jogador se machuca, mas se conseguiu. Porque você não pode conseguir, com este belo gesto, mudar o fair play em todo o jogo? Eu estou começando, hoje, a campanha para que isto ocorra. CAMPANHA FAIR PLAY RODRIGO CAIO! Parabéns!